sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

AMIGOS – Marcos 2.1-12; João 5.1-9




Diletos irmãos e leitores,A nossa temática para este ano de 2015 é: “COMUNHÃO    FRATERNAL”, isto é, amor de irmãos. Neste domingo temos a  celebração da “Ceia do Senhor”, quando demonstraremos isso de modo especial. Quem ama sabe perdoar e se esforça para isso. Será que amamos realmente os irmãos como se fossemos uma só família? Salomão nos ensina em (Pv 18.24) que “O homem que tem muitos amigos, sai perdendo; mas amigo mais chegado que um irmão”. Em (Pv 17.17) está dito: “Em todo temo ama o amigo e na angústia se faz o irmão”. Ter amizade é bom, mas nem todos os que se dizem nossos amigos o são na realidade. Os verdadeiros amigos são conhecidos na hora da necessidade, quando acontece algo imprevisto.Se hoje ainda existe algum preconceito em relação a pessoas  deficientes, na época de Jesus havia ainda mais, pois deficiência era sinônimo de pecado, como podemos conferir em (Jo 9.2). Nos textos em tela, conhecemos dois deficientes. Um deles estava enfermo há 38 anos, com alguma limitação que o impedia de se locomover normalmente. Fazia tempo que tentava entrar no tanque para obter sua cura, porém sozinho não era capaz e também não conseguia que ninguém o ajudasse. O outro poderia considerar-se um felizardo, pois tinha amigos, algo incomum na época para alguém naquelas condições.Um paralítico que tinha amigos verdadeiros, que enfrentavam  obstáculos para realizar seu intento: apresentá-lo a Jesus, para que por ele fosse curado. Aqueles quatro homens poderiam ter recuado ao perceber que não passariam pela porta e que haveria grande dificuldade para levar o seu amigo até Jesus. Mas não desistiram!No Evangelho de João o enfermo é curado, apesar do seu  desânimo. No de Marcos o paralítico é curado por causa da fé de seus amigos. O que temos feito pelos nossos amigos? Talvez a paralisia espiritual os tenha impedido de caminhar até Jesus, mas nós podemos levá-los até o Senhor, seja sozinhos ou unidos a  outros irmãos.
Será que há alguém precisando de um milagre, de uma palavra de conforto, de salvação, e nós passamos por ele apressados para conseguir as nossas bênçãos e nem sequer percebemos há quanto tempo a pessoa está ali esperando que alguém a leve não ao    tanque, mas à fonte de águas vivas? Precisamos amar as pessoas a ponto de pagarmos o preço pelo milagre na vida delas. Talvez alguém espere que o busquemos no leito, e o apresentemos a   Jesus. E certamente Jesus também espera isso de nós. Demonstre amor por seus amigos, levando-os até Jesus. Demonstre amor por seus irmãos, oferecendo-lhes a destra da comunhão nos momentos de culto, mas também nos momentos difíceis pelos quais, muita vez, passamos.Há muito temos todos os meses pedidos que os irmãos orem uns pelos outros, escolhendo o seu ou a seu companheiro (a) de oração e amizade. Aproveite este ano do “Amor de Irmãos”, para não só orar, mas estreitar mais sua comunhão com a pessoa por quem você ora.Que seu amor pelos irmãos seja a cada dia mais aperfeiçoado.       
 “Soli Deo Glória”. Clóvis. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A TRISTEZA QUE PRODUZ ARREPENDIMENTO – 2Co 7.10




  • Prezada igreja,
  • Na (quarta-feira de cinzas), é o dia em que as pessoas que, por tradição católica, vão às igrejas para, diante do sacerdote,  receberem uma cruz de cinzas, como sinal de arrependimento e busca de purificação, durante a “Quaresma”, (período compreendido entre a quarta “de cinzas” e a sexta “da paixão”, totalizando 45 dias).
  • Muitos perguntam: Por que quarta-feira de cinzas? De acordo com a tradição católica, embora não exista nada na Bíblia que fale sobre isso, subentende-se que, quando a Bíblia fala em arrependimento sincero no qual as pessoas colocavam pó e cinza sobre a cabeça, como sinal de contrição, levou os seguidores da igreja de Roma a essa prática. Os fiéis (que pularam carnaval), como sinal de  arrependimento, recebem na testa uma cruz de cinzas, significando com isso que estão arrependidos e que são cristãos. Mas isso tudo é “preceito de homem”. O verdadeiro cristão (crente em Cristo   Jesus), busca arrependimento todos os dias. Além do mais, não pula carnaval, porque é uma festa mundana, com todos os requintes de pecado, desde a bebedeira, passando pelas drogas, culminando com a depravação da juventude.
  • Outra prática que não tem qualquer apoio bíblico, é a abstenção de carne em todas as sextas-feiras desse período e jejum que ao   término, se come com glutonaria. Como crentes, devemos levar uma vida jejuada. A Bíblia nos ensina que a “gula” é pecado da carne e por isso, devemos nos alimentar com prudência e nos   abster sempre de pecar, satisfazendo a carne. Neste mundo, somos ensinados nas Sagradas Escrituras, que o pecado leva à morte espiritual como pagamento (Rm 6.23).O texto de hoje nos ensina que devemos nos entristecer quando pecamos e buscar em Deus, o sincero arrependimento. Arrependidos, devemos nos apropriar do perdão divino e procurar não mais cair em pecado. Isso, na Bíblia se chama “CONTRIÇÃO”. Um coração quebrantado e contrito, Deus não despreza jamais (Sl 51.17b). João, “o apóstolo do amor” nos ordena a não pecar. Contudo, se isso acontecer, temos alguém a quem recorrer. Jesus Cristo o Justo (1Jo 2.1-2), nosso advogado por excelência, que é a propiciação pelos nossos pecados.Paulo nos ensina no texto de hoje, que “a tristeza segundo o  mundo, produz morte, enquanto a tristeza segundo Deus, produz arrependimento sincero”. Você algum dia já se entristeceu porque pecou? Você confessou seu pecado a Deus e tomou posse do  perdão? Eu já! Essa atitude deve ser tomada diariamente. O salmista Davi disse: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão”. Este é um modelo de oração que todo filho de Deus, deve fazer sempre. Por quê? Porque muita vez pecamos involuntariamente, omitindo de fazer o que certo, por ter discernimento do certo e do errado.
  • Que neste período, até à Páscoa, vivamos com o coração contrito a Deus, procurando amar mais “uns aos outros” e servir ao Senhor com alegria, em obediência à sua Palavra. “Soli Deo Glória”. CFA.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

AUTOENGANO – Juízes 21.13-35



Diletos irmãos e leitores,
Hoje é o domingo de carnaval. Embora haja falta de chuva e racionamento de água, escassez de dinheiro nos governos, como é o caso do DF, mesmo assim, desde o início de fevereiro, os blocos e escolas de samba têm feito suas pré-apresentações. No geral, esse pessoal não tem o menor discernimento da vida, porque para eles vale mais se alegrarem durante esses dias, do que uma alegria natural e verdadeira, que é conhecer a Cristo como Senhor e Salvador pessoal. Eles se enganam a si mesmos.

Em Lucas 12.57, Jesus falava sobre os sinais dos tempos e pergunta: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?”.

A justiça hoje em dia perdeu o seu verdadeiro significado. Mas a justiça de Deus continua imutável e se nós a praticarmos,seremos bem-aventurados. Os ouvintes de Jesus deveriam interpretar o tempo presente. Nós hoje agimos e pensamos de forma diferente do que se fazia há 50 anos. Qual a causa? Novas filosofias? Novidades científicas? Acontecimentos mundiais mudaram nosso modo de pensar. Como ficam os princípios bíblicos em meio a tudo isso?
O livro de Juízes fecha com a frase: “Cada um fazia o que lhe parecia certo”. Parece exatamente o que ocorre hoje. Há uma opinião corrente por aí de que a mente humana não passa do resultado de reações bioquímicas no cérebro. Portanto, alma, espírito, personalidade não existiriam. Nesse caso, não seríamos responsáveis por nossas escolhas. Não haveria certo e errado. Vale tudo.
Aqueles israelitas desorientados, tinham feito um juramento. Uma guerra civil havia dizimado a tribo de Benjamim. As demais tribos juraram não dar suas filhas aos que restaram dos benjamitas. A tribo desapareceria. Então inventam um estratagema. Dariam suas filhas de um modo que não quebrasse o juramento. Alguém já disse que o homem é o único animal que mente para si mesmo e acredita. Os israelitas anestesiaram a sua consciência. Enganaram-se a si mesmos.
Assim somos nós. Achamos que o comparecimento a algum culto religioso nos libera para pecar. Já cumpri o meu dever. O resto não importa. Não interpretamos o nosso tempo, não averiguamos a origem dos valores. O fim disso é a ideia de que não existe Deus nem prestação de contas. Bem e mal se confundem. De onde vêm tais ideias, tais “valores”, tais formas de ver a vida? Jesus disse ao que fez a escolha de dedicar sua vida ao ajuntamento de bens (Lc 12.20): “Esta noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?”. Enganar a mim mesmo não me livra do julgamento divino.
Nestes dias Satanás está sendo exaltado e Deus criticado. As escolas de samba apresentam os mais lindos desfiles e os governos dizem que é folclore. Por trás disso está a astúcia satânica e muitos são enganados e caem. Graças a Deus que os nossos jovens, como também muitos outros, estão fugindo dessa balbúrdia e buscando a Deus em retiro espiritual, em nosso acampamento. Que você não caia nas ciladas do diabo e não se contamine, em nada, com o mundo em que vivemos. A Bíblia diz: “Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16).

Com votos de uma vida santa, seu conservo - Clóvis.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

OS DOIS CAMINHOS DA JUSTIÇA – Romanos 10.1-21



Diletos irmãos e leitores,
Nosso culto de hoje é voltado para evangelismo. A missão de  evangelizar foi dada a todo crente, seja sábio ou não, seja rico ou não, seja preparado ou não. Neste capítulo Paulo ensina que os judeus rejeitaram a justiça de Deus, praticando a sua própria justiça. Esta tem apenas dois caminhos: um pelas obras da lei, procurando a justiça no esforço próprio, e o outro pela fé no Cristo ressurreto, o Salvador dos perdidos.
Embora zelosos por Deus, os judeus faziam isso, sem  entendimento, sem discernimento, mas apenas para cumprir a lei de Moisés. Eles não conheciam a justiça Divina, que é ideal para todos, e estabeleceram sua própria justiça.
Paulo diz que “o fim da lei é Cristo”. A Bíblia ensina que a lei e os profetas duraram até João Batista (Lc 16.16) e desde esse tempo vem sendo anunciado o Evangelho do Reino de Deus. O versículo 17 afirma que “é mais fácil passar o céu e a terra, do que cair um til da Lei”. Paulo disse que a Lei é santa justa e boa, mas serviu apenas de elo entre Moisés e Cristo. Segundo Shedd, “o fim da lei tem dois sentidos: por um lado é “alvo” ou “finalidade”; e por outro, “término” ou “fim”. Cristo corresponde a ambos, pois Ele é o alvo da lei (Gl 4.1-7) e o fim da lei como meio de ganhar o favor de Deus”.
Os versículos 5 a 10 mostram que a lei mosaica mandava praticar a justiça, para viver por ela. A Palavra da fé, porém, está entre nós e nos ensina que se confessarmos a Cristo como Senhor, seremos salvos. Pois é com o coração que se crê para justiça, mas é com a boca que fazemos a confissão a respeito da salvação. Você já   confessou seus pecados e creu em Cristo?
Os versículos 11 a 13 ensinam que quem crer não será confundido e que todo o que invocar o nome do Senhor, será salvo. Para isso porém, é preciso que o evangelho seja pregado, para que a fé seja dinamizada (v.14-15). Isto compete à igreja, a mim e a você.
Os versículos 14-21 desenvolvem a resposta ao problema da   oferta do evangelho universal e da recusa dos judeus em aceitá-lo. É verdade que não podem invocar aquele em quem não creram, nem crer naquele de quem nada ouviram. Mas isto não é o caso de   Israel. Em toda parte onde havia uma comunidade judaica o evangelho foi levado (v.18). A rejeição é uma confirmação do coração rebelde e contradizente. Portanto, Deus está oferecendo Sua salvação a um “não povo”, isto é, aos gentios “que não me  procuravam”, para assim provocar ciúmes no povo escolhido.
A oferta do evangelho: é para todos (v.12). É gloriosamente simples para que se aproprie dele (v.13). Todos que o conhecem têm a obrigação de divulgá-lo (v.14-15); alguns sem falta o aceitarão (v.20). É o que aconteceu com você e eu.
Reflita sobre sua vida, neste ano da “Comunhão Fraternal” e amplie o número de irmãos, evangelizando pelo menos uma pessoa neste ano e trazendo-a para a igreja, para o nosso convívio. Há muita gente também desviada, desanimada e decepcionada com a falta de amor dos irmãos. Se você sabe de alguém nessa situação, vá ao seu encontro e exponha o amor de Deus, mostrando o seu amor por essa pessoa. Há um cântico antigo que diz: “Há momento em que as palavras não resolvem; mas um gesto de Jesus,  demonstrou amor por nós”. Demonstre amor por alguém que está perdido, ou desviado do caminho do Senhor.
Que a boa mão do Senhor conduza a sua vida ao evangelismo, para que o Reino de Deus seja ampliado e sua vida seja cheia de alegria. Este é o meu desejo. Clóvis.