Prezados irmãos, amigos e leitores,
Vivemos os últimos dias ou,
pelo menos, estamos andando a passos largos para esse tempo. A igreja
contemporânea não tem observado os princípios básicos do cristianismo, que são:
a evangelização, o testemunho e a vida de oração. Os crentes desta era estão
muito preocupados com a vida secular e esquecidos da vida espiritual. Diante
disso, pergunta-se: Por que muitos não são cristãos? Por que muitos são
cristãos apenas de rótulo? Por que muitos cristãos, a certa altura da
caminhada, abandonam a fé? Por que muitos cristãos não têm a menor preocupação
de levar seus familiares e amigos a Cristo? Por que muitos cristãos choram o
tempo todo?
A resposta pura e simples é: Eles
olham só para “por um homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12) e não para “eis
o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Olham só para o
paraíso perdido e não para o paraíso recuperado. Olham só para o Gênesis e não
para o Apocalipse.
Eles olham para o Jesus ensanguentado
e não para o Jesus vivo. Olham só para a cruz e não para o túmulo vazio. Olham
só para a sexta-feira da paixão e não para o domingo da ressurreição. Eles
olham só para baixo e não para cima. Olham só para o chão e não para o céu.
Eles olham só para o que os seus olhos mostram e não para o que a fé mostra.
Olham só para o presente momento e não para o próximo momento. Olham só para a
história e não para a escatologia (os acontecimentos do
fim). Eles olham só para os escândalos do clero e não para a santidade do
clero. Olham só para o comprometimento da evangelização com o colonialismo e
não para o cumprimento heroico da Grande Comissão (Mt 28.18-20). Olham só para
a tríplice negação de Pedro e não para a sua tríplice declaração de amor nem
para o seu discurso no dia de Pentecostes.
É possível que com um simples
movimento da cabeça de baixo para cima, do aqui para o ali, do agora para o
amanhã, haja uma revolução no seio da cristandade, a igreja da pós-modernidade.
Nossa esperança futura molda nossa
missão como povo de Deus no mundo hoje (Timóteo Carriker). Alguns dos maiores
filósofos, desde Platão até Hegel, afirmam que o que você acredita sobre a
morte e sobre a vida após a morte é a chave para a reflexão sobre tudo que
importa na vida. Isso difere do que muitas pessoas pensam, inclusive dentro da
igreja, sobre a relevância das “últimas coisas”. É comum pensar que o que
acreditamos sobre a vida depois da morte e sobre o desdobramento dos eventos
finais tem pouco a ver com a vida e a missão da igreja hoje. Nada poderia
estar mais longe da verdade.





