domingo, 26 de maio de 2013

BASTA MOVER A CABEÇA DE BAIXO PARA CIMA – Jo 4.35-38


Prezados irmãos, amigos e leitores,
Vivemos os últimos dias ou, pelo menos, estamos andando a passos largos para esse tempo. A igreja contemporânea não tem observado os princípios básicos do cristianismo, que são: a evangelização, o testemunho e a vida de oração. Os crentes desta era estão muito preocupados com a vida secular e esquecidos da vida espiritual. Diante disso, pergunta-se: Por que muitos não são cristãos? Por que muitos são cristãos apenas de rótulo? Por que muitos cristãos, a certa altura da caminhada, abandonam a fé? Por que muitos cristãos não têm a menor preocupação de levar seus familiares e amigos a Cristo? Por que muitos cristãos choram o tempo todo?
A resposta pura e simples é: Eles olham só para “por um homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12) e não para “eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Olham só para o paraíso perdido e não para o paraíso recuperado. Olham só para o Gênesis e não para o Apocalipse.
Eles olham para o Jesus ensanguentado e não para o Jesus vivo. Olham só para a cruz e não para o túmulo vazio. Olham só para a sexta-feira da paixão e não para o domingo da ressurreição. Eles olham só para baixo e não para cima. Olham só para o chão e não para o céu. Eles olham só para o que os seus olhos mostram e não para o que a fé mostra. Olham só para o presente momento e não para o próximo momento. Olham só para a história e não para a escatologia (os acontecimentos do fim). Eles olham só para os escândalos do clero e não para a santidade do clero. Olham só para o comprometimento da evangelização com o colonialismo e não para o cumprimento heroico da Grande Comissão (Mt 28.18-20). Olham só para a tríplice negação de Pedro e não para a sua tríplice declaração de amor nem para o seu discurso no dia de Pentecostes.
É possível que com um simples movimento da cabeça de baixo para cima, do aqui para o ali, do agora para o amanhã, haja uma revolução no seio da cristandade, a igreja da pós-modernidade.
Nossa esperança futura molda nossa missão como povo de Deus no mundo hoje (Timóteo Carriker). Alguns dos maiores filósofos, desde Platão até Hegel, afirmam que o que você acredita sobre a morte e sobre a vida após a morte é a chave para a reflexão sobre tudo que importa na vida. Isso difere do que muitas pessoas pensam, inclusive dentro da igreja, sobre a relevância das “últimas coisas”. É comum pensar que o que acreditamos sobre a vida depois da morte e sobre o desdobramento dos eventos finais tem pouco a ver com a vida e a missão da igreja hoje. Nada poderia estar mais longe da verdade.
Sejamos esperançosos, diligentes na obra e prontos para a ampliação do Reino de Deus, enquanto o Senhor ainda não voltou. Olhemos para cima e não para baixo. Clóvis. 



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