quarta-feira, 1 de maio de 2013

A REVELAÇÃO DA NATUREZA DE DEUS AO MUNDO – Salmo 65






Prezados irmãos, amigos e leitores,


O salmista afirma acertadamente que “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos...” (Sl 19.1). Dessa forma, o Deus Verdadeiro, a quem conhecemos como o nosso Deus, se revela ao mundo. Deus tem se revelado de todas as maneiras ao mundo, porém o mundo não O tem conhecido. Nós, porém, que O conhecemos, temos a responsabilidade de fazê-Lo conhecido e honrado pela glorificação ao Seu Santo Nome.


Este salmo é um hino de ações de graças pelas bênçãos da boa colheita ou seara. Foi composto para ser cantado e dedicado ao regente (maestro) do coral do templo. Começa adorando ao Senhor, reconhecendo o que é e, ao mesmo tempo, firma o compromisso de pagar o voto (certamente feito a Ele, por ocasião da semeadura). O voto é uma promessa de prestar publicamente ações de graças por alguma oração atendida. E, como Deus atende mesmo, haverá muitos cultos deste tipo, conforme o (v.2): “Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens...”, reconhecendo seu pecado e falhas, e tendo a certeza de que Deus os perdoa, mediante o arrependimento.


A grande barreira entre nós e Deus constitui-se de nossos pecados; mas Deus purifica-nos do pecado e abre-nos o caminho da comunhão com Ele, aceitando-nos como hóspedes que vão à Sua presença e desfrutam os benefícios que Sua hospitalidade proporciona. Estes princípios sagrados não se aplicam apenas aos indivíduos e à nação de Israel. Deus também revela Sua natureza ao mundo inteiro. Sua retidão, Seu poder e Seu amor atingem a todos. O Deus que nos perdoa as transgressões (v.3) é Aquele que rege o universo.


Nos (v.9-13), Deus é revelado como Criador e Sustentador de todas as coisas (expressões aplicadas a Jesus Cristo em Hb 1.3). Os cuidados que Deus tem para com a natureza, resultando no uso-fruto da mesma, sugere o que Deus faz para preparar vidas frutíferas, que na terra produzem boas obras em amor e desabrocham para a eternidade, conforme disse Paulo em (1Co 3.4-9). O (v.9) confirma que somos cooperadores de Deus, como lavoura dEle e edifício dEle, duas lindas figuras da igreja.


Na revelação da Sua natureza ao mundo, Deus deseja que, como filhos Seus, sejamos frutíferos, obedientes e sinceros na Sua presença. Neste domingo nosso culto é voltado para avivamento real. O que é isso? Como resposta, afirmo que é um sentimento de culpa que leva ao arrependimento sincero, surgindo assim um forte e intenso desejo de viver em santidade, buscando servir a Deus com alegria e perfeição. O Avivamento Real traz confissão de pecados, arrependimento sincero e apropriação do perdão; desejo íntimo de mudança de vida; busca intensa e contínua dos dons espirituais e frutificação no espírito, pela direção do Espírito Santo de Deus. Talvez estejamos na época em que mais se precisa buscar o avivamento. A igreja contemporânea tem negligenciado a oração e a consagração de vida e o resultado é essa frieza que podemos ver e sentir. O que fazer? Arrependermo-nos e viver em santidade de vida. Dessa forma alcançaremos um coração quebrantado e contrito, de quem o Senhor se agrada.


Que o Senhor nos desperte para tanto. Clóvis.


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