Prezados irmãos, amigos e leitores,
O salmista afirma acertadamente
que “Os céus proclamam a glória
de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos...” (Sl 19.1). Dessa forma,
o Deus Verdadeiro, a quem conhecemos como o nosso Deus, se revela ao mundo.
Deus tem se revelado de todas as maneiras ao mundo, porém o mundo não O tem
conhecido. Nós, porém, que O conhecemos, temos a responsabilidade de fazê-Lo conhecido
e honrado pela glorificação ao Seu Santo Nome.
Este salmo é um hino de ações de
graças pelas bênçãos da boa colheita ou seara. Foi composto para ser cantado e
dedicado ao regente (maestro) do coral do templo. Começa adorando ao Senhor,
reconhecendo o que é e, ao mesmo tempo, firma o compromisso de pagar o voto
(certamente feito a Ele, por ocasião da semeadura). O voto é uma promessa de
prestar publicamente ações de graças por alguma oração atendida. E, como Deus
atende mesmo, haverá muitos cultos deste tipo, conforme o (v.2): “Ó tu que escutas a oração, a ti virão
todos os homens...”, reconhecendo seu pecado e falhas, e tendo a certeza de que
Deus os perdoa, mediante o arrependimento.
A grande barreira entre nós e
Deus constitui-se de nossos pecados; mas Deus purifica-nos do pecado e abre-nos
o caminho da comunhão com Ele, aceitando-nos como hóspedes que vão à Sua
presença e desfrutam os benefícios que Sua hospitalidade proporciona. Estes
princípios sagrados não se aplicam apenas aos indivíduos e à nação de Israel.
Deus também revela Sua natureza ao mundo inteiro. Sua retidão, Seu poder e Seu
amor atingem a todos. O Deus que nos perdoa as transgressões (v.3) é Aquele que
rege o universo.
Nos (v.9-13), Deus é revelado
como Criador e Sustentador de todas as coisas (expressões aplicadas a Jesus
Cristo em Hb 1.3). Os cuidados que Deus tem para com a natureza, resultando no
uso-fruto da mesma, sugere o que Deus faz para preparar vidas frutíferas, que
na terra produzem boas obras em amor e desabrocham para a eternidade, conforme
disse Paulo em (1Co 3.4-9). O (v.9) confirma que somos cooperadores de Deus,
como lavoura dEle e edifício dEle, duas lindas figuras da igreja.
Na revelação da Sua natureza ao
mundo, Deus deseja que, como filhos Seus, sejamos frutíferos, obedientes e
sinceros na Sua presença. Neste domingo nosso culto é voltado para avivamento
real. O que é isso? Como resposta, afirmo que é um sentimento de culpa que leva
ao arrependimento sincero, surgindo assim um forte e intenso desejo de viver em
santidade, buscando servir a Deus com alegria e perfeição. O Avivamento Real
traz confissão de pecados, arrependimento sincero e apropriação do perdão;
desejo íntimo de mudança de vida; busca intensa e contínua dos dons espirituais
e frutificação no espírito, pela
direção do Espírito Santo de Deus. Talvez estejamos na época em que mais se
precisa buscar o avivamento. A igreja contemporânea tem negligenciado a oração
e a consagração de vida e o resultado é essa frieza que podemos ver e sentir. O
que fazer? Arrependermo-nos e viver em santidade de vida. Dessa forma
alcançaremos um coração quebrantado e contrito, de quem o Senhor se agrada.
Que o Senhor nos desperte para
tanto. Clóvis.

Nenhum comentário:
Postar um comentário