sexta-feira, 21 de agosto de 2015

PASTORES SEM TEMPO DE TER MEDO – 1 João 4.18



 
Prezados irmãos e leitores,
Na descrição bíblia há mais de um tipo de medo. Em Apocalipse 21.8 o medo é chamado de “covardia” e quem tem esse tipo de medo não entra no Reino de Deus. No texto em tela, o medo é vencido pelo amor. Esse medo é o temor da morte e do fracasso. Nem sempre o medo é uma fraqueza. Nem sempre o medo é prejudicial. Nem sempre ele é doentio. Há medo que é benéfico. Exemplo: medo de feras. Ninguém se anima a enfrentar um leão ou uma onça.
Aos crentes de Corinto, Paulo diz três vezes estar possuído de medo (2Co 12.20-21): “Tenho medo de que, ao chegar aí (em Corinto), eu os encontre diferentes do que eu gostaria que fossem e que vocês me achem diferente do que gostariam que eu fosse. Tenho medo de encontrar brigas e ciumeiras, ódio e egoísmo, insultos, falatório, orgulho e desordens. Receio ainda, que na minha próxima visita, o meu Deus me humilhe diante de vocês e que eu tenha de chorar por muitos de vocês que continuam a  cometer os mesmos pecados que cometiam no passado e não se arrependeram de sua imoralidade sexual, nem das relações sexuais proibidas,nem de outras coisas indecentes que faziam”.

O que dizer desse medo de Paulo? É uma vergonha ou uma extraordinária virtude? O medo do apóstolo nasce de uma qualidade ministerial: o zelo de um pastor que não abandona as ovelhas. A igreja seria outra se seus pastores tivessem tempo para ter medo. Pastores sem esse tipo de medo não são pastores exemplares. Na verdade são péssimos pastores, parecidos com aqueles pastores mercenários que não se importam com as ovelhas (Jo 10.12-13). Jamais deveriam ser ordenados e exercer o ministério. Os seminários precisam formar pastores com medo, em benefício da igreja, que é o Corpo de Cristo. O medo de Paulo no contexto da passagem de (1Co 12) não é um detalhe que deve passar desapercebido, mas um comportamento que deve constar em suabiografia. Frente ao problema mencionado, o apóstolo poderia encolher os ombros e se justificar: “Se os coríntios querem viver esse tipo de vida, que vivam”.
O medo de Paulo tem fundamento. A igreja de Corinto tinha sido exortada várias vezes tanto pela palavra falada como escrita. Até a ocasião da segunda carta, os coríntios continuavam andando segundo a carne. Agora, na véspera de mas uma visita à cidade, o apóstolo sofre por medo de  encontrá-los no mesmo estágio. Se os encontrasse assim, Paulo explica: “Não vou ter pena de ninguém” (2Co 13.10) .Não se sabe se nessa visita a Corinto (2Co 13.1) o apóstolo teria encontrado uma igreja ainda caracterizada por animosidade, arrogância, brigas, calúnias, ciúmes, contendas, debates, desordens, insolências,  intrigas, inveja,maledicências, ódio, porfias, raiva, rancor, rixas, sedições,tumultos,violência,etc. Além do leque fornicação, imoralidade, impudicícia, lascívia, libertinagem, luxúria e outras relações sexuais ilícitas. Tomara que não. (paráfrase de Ultimato, julho/agosto, pg 6).Hoje fala-se muito em prosperidade e pouco se fala em santidade e em vida íntima com Deus. Paulo temia pela igreja. Um pastor de fato, teme pela degeneração da Palavra e procura ensiná-la sem distorções e, acima de tudo, zelar pelo bem-estar de toda a comunidade. Como pastor, preciso ter medo de ver a igreja entrando a passos largos pela “secularização”. (Soli Deo Glória). Clóvis.



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

PROCEDIMENTO CARATERÍSTICO DO CRENTE 1Pe 1.14-22





Diletos irmãos e leitores,
Todos os que confessaram a Cristo como Senhor e O receberam como Salvador Pessoal se tornaram discípulos de Jesus e são os “Verdadeiros Cristãos”. Cristão significa seguidor de Cristo, imitador de Cristo, parecido com Ele.
Como cristãos temos um comportamento diferenciado do mundo e procuramos proceder da forma mais aperfeiçoada, na companhia de Jesus, que é o nosso exemplo a ser seguido. Como imitadores de Jesus, nossos procedimentos são:

(1) Obediência a Deus (v.22) em lugar da antiga vida de rebelião, conforme o (v.14), que diz: “Como filhos da obediência não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância”. Antes de conhecermos a Cristo éramos ignorantes e de índole endurecida;

(2) Santidade ou separação para o serviço do Mestre, em vez de fútil procedimento (v.15-16), “Pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: ‘sede santos, porque eu sou santo’”. Paulo exorta: “Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou” (Rm 8.20), isto é, Satanás, que invadiu a criação de Deus e tomou posse do mundo, como invasor;

(3) Temor de Deus em lugar de indiferença ante Seu julgamento (v.17). “Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor, durante o tempo da vossa peregrinação”. Paulo nos faz lembrar que, temos promessas divinas e devemos nos purificar sempre na vida: “Tendo, pois, ó amados tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (1Co 7.1);

(4) Amor fraternal genuíno em lugar de afeição hipócrita (v.22) “Tendo purificado a vossa alma pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos de coração,  uns aos outros ardentemente”. Neste ano da “Comunhão Fraternal”, nada melhor que seguirmos estes ensinamentos do apóstolo Pedro.

São estes o procedimento que, como crentes (verdadeiros cristãos), temos que levar em conta e tudo fazer para não negligenciarmos nenhum deles. Pelo contrário, devemos proceder na prática a Obediência irrestrita a Deus e deixar de ser rebeldes; devemos procurar a santidade de vida em vez de fútil procedimento; temer a Deus em lugar de ser indiferentes e amar os irmãos sem fingimento. Se procedermos assim, seremos grandemente  abençoados.

Com sinceros votos de bênçãos sem medida, seu conservo...       

Clóvis (Soli Deo Glória).